ESTUDO DA TOXICIDADE DA UREIA NA GERMINAÇÃO DE RABANETE E COUVE

D. S. S. Souza, J. L. Ramos, A. B. Dias, A. L. R. Portela, F. B. Villa, G. B. Godoy, G. A. Cristiano, I. R. G. Godoi, J. O. F. Monteiro, L. Gabriel, M. C. Volpe, V. D. D. Neves, R. Sebastiani, R. T. Pelegrini

Resumo


A ureia é amplamente utilizada como fertilizante no meio agrícola. Contudo, em determinadas concentrações ela pode apresentar significativa toxicidade. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento da ureia como agente estressor na germinação de sementes de Raphanus sativus L. (rabanete) e Brassica oleracea L. (couve), encontrando o CENO (Concentração de Efeito Não Observável), CEO (Concentração de Efeito Observável) e CE50 (Concentração Efetiva) para cada uma das espécies. Os experimentos foram realizados através da preparação de um meio de cultivo constituído de soluções contendo macro e micronutrientes em concentrações otimizadas e ágar dissolvido, além de diferentes concentrações de ureia adicionadas. Para controlar os valores de pH do meio de cultivo, foram utilizados dois tipos de soluções tampão: pH 7,0 para estudos com o rabanete e pH 7,5 para a couve. Em relação ao rabanete, observou-se que o CENO aparecia em 20 mg.L-1 de agente estressor, o CEO em 30,0 mg.L-1 e o CE50 em 183,0 mg.L-1. Para a couve, observou-se o aparecimento do CENO em 1,0 mg.L-1, o CEO em 2,0 mg.L-1 e o CE50 em, aproximadamente, 418,0 mg.L-1. Com esses dados, pode-se notar que a couve apresentou maior sensibilidade nas avaliações de toxicidade crônica (CENO/CEO) e o rabanete, maior sensibilidade nas avaliações de toxicidade aguda (CE50).

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DOI: http://dx.doi.org/10.18011/bioeng2019v13n3p262-270

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BIOENG, UNESP, Tupã, SP, Brasil. e-ISSN: 2359-6724

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