PROPAGAÇÃO IN VITRO DE JEQUITIBÁ-BRANCO (Cariniana estrellensis): UMA ALTERNATIVA PARA PROGRAMAS DE REFLORESTAMENTO

B. É. S. Albino, R. A. Canatto, A. T. Cordeiro, C. H. Fukushima, A. M. Pilon

Resumo


O objetivo deste trabalho foi determinar um protocolo de micropropagação da espécie jequitibá-branco (Cariniana estrellensis). As sementes foram incubadas em meio Murashige e Skoog (MS). O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado. Os tratamentos de desinfestação consistiram de imersão das sementes em solução de hipoclorito de sódio (NaClO) por diferentes tempos (5, 10, 15 e 20 minutos). Para a multiplicação in vitro, ápices caulinares, obtidos de vitroplantas, foram inoculados em meio de cultura MS contendo diferentes concentrações (0; 0,5; 1,0; 2,0 mg L-1) de 6-benzilaminopurina (BAP) e cinetina (KIN). No enraizamento in vitro das brotações foram utilizadas diferentes concentrações de ácido indol-3-butírico (AIB) e ácido 1-naftaleno acético (ANA) (0; 0,5; 1 mg L-1). A incubação dos tubos foi realizada no claro em sala de crescimento. Observou-se que a desinfestação utilizando NaClO por um período de tempo de 5 minutos proporcionou melhor descontaminação e germinação das sementes. A utilização de 1 mg L-1 de BAP adicionada ao meio de cultivo foi eficaz para a formação de brotações na etapa de multiplicação in vitro. A adição de 0,5 mg L-1 da auxina AIB ao meio de cultivo proporcionou melhor formação de raízes nas brotações, que após 30 dias de aclimatização, tiveram uma taxa média de sobrevivência de 65%. Portanto é necessária a utilização de reguladores de crescimento para a multiplicação in vitro de C. estrellensis, sendo possível obter mudas micropropagadas da espécie nas condições do presente trabalho. 

 

Palavras-chave: florestais nativas; germinação; micropropagação.

 

IN VITRO PROPAGATION OF “JEQUITIBÁ-BRANCO” (Cariniana estrellensis): AN ALTERNATIVE FOR REFORESTATION PROGRAMS

 

ABSTRACT

 

The objective of the present work was to establish a micropropagation protocol for “jequitibá branco” (Cariniana estrellensis). Seed explants were plated on Murashige and Skoog medium (MS). The design was completely randomized. Disinfection treatments consisted of seed immersion in sodium hypochlorite solution (NaClO) for different time periods (5, 10, 15 and 20 minutes). For in vitro multiplication, apical segments obtained from vitro-plants were inoculated into MS culture medium containing different concentrations (0; 0.5; 1.0; 2.0 mg L-1) of 6-benzylaminopurine (BAP) and Kinetin (KIN). In vitro rooting of shoots were used different indole-3-butyric acid (IBA) and 1-naftalen acetic acid (NAA) (0; 0.5; 1 mg L-1) concentrations. Incubation of the tubes was carried out inside the growth room with artificial lighting. It was observed that disinfestation using NaClO for 5 minutes provided better decontamination and seed germination. One milligram per liter of BAP added to the culture medium was effective for the shoot formation in the in vitro multiplication. The addition of 0.5 mg L-1 of auxin IBA to the culture medium provided better root formation in shoots, which had an average survival rate of 65% after 30 days of acclimatization. Therefore, it is necessary to use growth regulators for the in vitro multiplication of C. estrellensis, making it possible to obtain micropropagated seedlings of the specie in this work conditions.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18011/bioeng2019v13n2p88-99

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BIOENG, UNESP, Tupã, SP, Brasil. e-ISSN: 2359-6724

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